Conferências

Ralf Schwarzer

Freie Universität Berlin

Germany

Health behavior change: Constructs, mechanisms, and interventions

Health-compromising behaviors such as physical inactivity and poor dietary habits are difficult to change. Most social-cognitive theories assume that an individual’s intention to change is the best direct predictor of actual change. But people often do not behave in accordance with their intentions. This discrepancy between intention and behavior is due to several reasons. For example, unforeseen barriers could emerge, or people might give in to temptations. Therefore, intention needs to be supplemented by other, more proximal factors that might compromise or facilitate the translation of intentions into action. Some of these postintentional factors have been identified, such as perceived self-efficacy, action control, and strategic planning. They help to bridge the intention-behavior gap. The Health Action Process Approach (HAPA) suggests a distinction between (a) preintentional motivation processes that lead to a behavioral intention, and (b) postintentional volition processes that lead to the actual health behavior. In this presentation, the theory is explained, and studies are reported that examine the role of volitional mediators in the initiation and adherence to health behaviors. Findings from intervention studies on dental hygiene, physical activity, dietary habits, sunscreen use, vaccination, dust mask wearing, and hand hygiene are presented. Studies were conducted in Iran, Germany, Thailand, Costa Rica, Poland, China, and India. The focus is on constructs and mechanisms of change such as sequential mediation and moderated mediation. The general aim is to examine the theoretical backdrop of health behavior change. More details about theory and projects  http://my.psyc.de


 

Susan Michie

Centre for Behaviour Change, University College London

UK

Advancing behavioural science through harnessing Artificial Intelligence: the Human Behaviour-Change Project

Behaviour change is essential if major health and societal problems are to be tackled.  Evidence is needed by researchers, policy-makers and practitioners about intervention effectiveness across contexts, and about mechanisms of action. Such evidence is currently produced on a vast but fragmented scale and more rapidly than humans can synthesise and access.  Computers have the capacity and speed to do this task but lack the organisational structure to do this successfully.

The Human Behaviour-Change Project is a collaboration of behavioural, computer and information scientists that is building an Artificial Intelligence system to continually scan the world literature on behaviour change, extract key information and use this to build and update the scientific understanding of human behaviour to answer variants of the ‘big question’: ‘What works, compared with what, how well, for whom, in what settings, for what behaviours and why?’

The project will: 1. Develop an ontology (structure for organising knowledge) of features of behaviour change intervention evaluations, 2. Annotate published literature using the ontology, 3. Build an automated feature extraction system, 4. Build a Machine Learning and Reasoning system to synthesise the evidence, 5. Develop an interactive user interface to interrogate and update the knowledge system created.


 

Robert West

Tobacco and Alcohol Research Group, University College London

UK

Understanding motivation: making sense of theory

Motivation consists of brain processes that energise and direct behaviour. Given that someone has the capability and opportunity to engage in a set of behaviours at a given moment, motivation determines which behaviours s/he engages in and how. There are many theories of motivation, each focusing on different aspects. Some theories focus on ‘reflective’ choice processes, others focus on the role of what are often termed ‘automatic’ mechanisms involving emotional states, drives, habits and instincts; still others describe how reflective and automatic systems interact. This presentation will describe how the PRIME Theory of motivation integrates the divergent approaches to motivation in a common framework for use in the development of interventions to promote and support behaviour change.

The theory recognises that at each moment behaviour arises from the strongest of potentially competing impulses and inhibitions. These arise directly from stimuli interacting with learned (habitual) and unlearned (instinctive) stimulus-impulses associations, and indirectly from stimuli that lead to anticipated pleasure and satisfaction (wants) or relief from mental or physical discomfort (needs). These in turn arise from past associations between stimuli and emotional states and drive states, and from beliefs about the positive and negative features of courses of action. Our sense of identity enables us to form plans (self-conscious intentions) to enact courses of action in the future but these can only influence behaviour when they are recalled, and generate impulses or inhibitions that are strong enough to overcome others that are present at the time.

The presentation will conclude by giving examples of how this theory explains common problems of motivation such as addiction, and how it can be used to guide interventions to address these.


 

Bárbara Figueiredo

Escola de Psicologia da Universidade do Minho

Portugal

 

Promover e inovar em Psicologia da Saúde: O que (não) sabemos acerca da saúde mental perinatal?

Descrever e discutir um modelo de saúde mental perinatal, ajustado às mudanças sociais e culturais das últimas décadas e às mais recentes evidências da investigação científica, é o objetivo primeiro desta comunicação.

Com esse objetivo, uma revisão da mais recente literatura no âmbito da saúde mental perinatal será apresentada. Atualizando o nosso saber no que se refere aos problemas e perturbações de saúde mental perinatal (incidência, prevalência e trajetória, diagnóstico clínico e aspetos atípicos, etiologia, fatores de risco e fatores de proteção), bem como à intervenção realizada no âmbito da saúde/doença mental perinatal. Resultados e conclusões dos estudos do grupo de investigação “Família e Desenvolvimento Humano” (Escola de Psicologia. Universidade do Minho) serão igualmente apresentados. Clarificando aspetos relevantes à compreensão e intervenção na saúde mental perinatal de homens e mulheres, tal como os problemas normativos e os sintomas não-normativos da vivência psicológica da gravidez e pós-parto, a prevalência e a trajetória dos problemas e perturbações de saúde mental perinatal, bem como a sua etiologia, associada a determinadas situações de risco, como seja a infertilidade e a procriação medicamente assistida, e os mecanismos que podem explicar os seus efeitos na saúde e desenvolvimento do bebé. Conduzindo a novas direções quanto à intervenção (preventiva e remediativa) que pode ser realizada com mães e pais.

Um modelo sobre como pensar e intervir na saúde/doença mental perinatal desenhado com base na evidência será assim contextualizado. Os novos desafios para a investigação e intervenção futura no âmbito da saúde mental perinatal, da mãe e pai, serão também identificados e discutidos.


 

António Barbosa

Diretor do Centro de Bioética da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa

Portugal

 

Itinerários do Luto

As diferentes trajetórias dum processo de luto exigem um acompanhamento sensível e criterioso e formas de intervenção específica quando se complicam. Problematizam-se várias modalidades de abordagem e evidencia-se a pertinência de um modelo integrativo relacional baseado na investigação empírica e clínica desenvolvida Núcleo Académico de Estudos e Intervenção sobre Luto da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.



 

Maria João Gouveia

ISPA – Instituto Universitário

Promoting Human Potential Research Group (Coordinator) – ISPA – Instituto Universitário

Portugal

Promover o bem-estar – Um desafio e oportunidade para a psicologia da saúde

A sociedade moderna caracteriza-se tanto pela valorização crescente que os indivíduos atribuem ao seu bem-estar, quanto pelos desafios que lhe são colocados por ambientes cada vez mais complexos, exigentes e frequentemente ambíguos.

Para a psicologia, o bem-estar diz respeito à maneira como as pessoas experienciam as suas vidas (e não a dimensões objectivas), quer em termos hedónicos (sentir-se bem) quer eudemónicos (funcionar bem). A sua importância resulta da procura de bem-estar ser um fim em si mesmo para as pessoas.

A investigação sobre o bem-estar tem-se desenvolvido a um ritmo vertiginoso, com mais de dez mil referências publicadas anualmente, nos principais motores de busca científicos.

O objectivo desta conferência será partilhar o que a ciência, no campo da psicologia, hoje sabe sobre o que é o bem-estar (nas suas vertentes hedónicas e eudemónicas mas também de orientação, comportamento, funcionamento e experiencia vivida), quais são os factores que contribuem para nos sentirmos bem e quais as consequências do bem-estar para a saúde e a qualidade da vida das pessoas. Abordam-se igualmente as intervenções de promoção do bem-estar e discutem-se as implicações destes conhecimentos para o trabalho dos psicólogos da saúde, num contexto em acelerada mudança.